Carta 101 – Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa.

Cada dia, cada hora nos mostra até que ponto nós não somos nada e descobre sempre novos argumentos para chamar a atenção de quem se esquece da fragilidade humana, e faz planos para a eternidade, vendo-se de chofre coagido a pensar na morte. Já estás tu a perguntar-me onde é que eu pretendo chegar com este proémio! Tu […]

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A paróquia dos amigos mortos em peso 😛

muita emoção envolvida. pg 193 O realismo consciente propõe uma ontologia radicalmente diferente do fisicalismo que domina a neurociência moderna e a ciência em geral. Radicalmente diferente, mas não radicalmente nova. Muitas ideias-chave do realismo consciente e da teoria da interface da percepção já apareceram em fontes anteriores, desde filósofos gregos antigos como Parmênides, Pitágoras […]

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Carta 100 – Como poderia ser corajoso e firme perante o risco da própria vida um homem angustiado com as palavras?

Dizes-me na tua carta que leste com a maior avidez os livros de Papírio Fabiano intitulados “Da Política” mas que eles não corresponderam à tua expectativa; e, esquecendo-te de que se trata de um filósofo, vais ao ponto de criticar nele a colocação das palavras. Imagina que tens razão, e que ele, em vez de construir rigorosamente as frases, […]

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Carta 99 – Ganhes mais coragem contra a fortuna e consideres os seus golpes não apenas como possíveis, mas como inevitáveis e contínuos.

Venho enviar-te uma cópia da carta que escrevi a Marulo aquando da morte de um filho de tenra idade – morte que, dizia-se, ele suportou, com quase nula coragem! Nesta carta não segui o nosso processo habitual, nem achei por bem falar-lhe brandamente, pois o nosso homem mais merecia ser repreendido que consolado. Uma pessoa que fica perturbada e mal consegue aguentar um […]

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Carta 98 – Esquecido do trampolim que é a vida humana, convence-se de que no seu caso, por exceção , o acaso deixará de se fazer sentir.

Acredita que ninguém é feliz quando teme pela sua felicidade. Não se apoia em bases sólidas quem tira a sua satisfação de bens exteriores, pois acabará por perder o bem-estar que obteve. Pelo contrário, um bem que nasce dentro de nós é permanente e constante, e vai sempre crescendo até ao nosso último momento; todos os demais […]

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Carta 97 – A sorte pode evitar a muitos o castigo, mas a ninguém evita o medo.

Enganas-te, caro Lucílio, se pensas que o luxo, o desprezo pelos bons costumes e aquilo que cada um em geral critica na sua própria época são vícios do nosso tempo: tudo isso é próprio dos homens, não das épocas. Nenhuma era esteve isenta de culpa. Se te puseres a avaliar o desregramento de cada época, (envergonho-me de […]

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Carta 96 – Viver é ser soldado, Lucílio!

Continuas então a indignar-te ou a lamentar-te disto ou daquilo, sem entenderes que o único mal efetivo é o próprio fato de tu te indignares ou te lamentares?! Se queres saber a minha opinião, eu entendo que nenhum motivo de aflição existe para o homem além da própria circunstância de ele julgar que a natureza contém em si motivos […]

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Carta 95 – Um homem que seja bom por acaso não dá garantias de que será sempre bom!

Pedes-me que trate de uma matéria que há tempo te disse dever ser adiada para tempo oportuno, e dedique uma carta a expor se aquela parte prática da filosofia a que os gregos dão o nome de paraenetice e nós o de praeceptiua basta só por si para se atingir a plena sabedoria. Sei que não me levarias a mal […]

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